Prazo começaria a vigorar em 1º de janeiro. Placas de motos novas serão maiores.
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) alterou o prazo para a vigência da resolução que passa a exigir de veículos novos placas e tarjetas com películas refletivas. A deliberação foi publicada no "Diário Oficial da União" na edição de quinta-feira (29). A determinação, que passaria a vigorar a partir de 1º de janeiro, foi adiada para 1º de abril.
Também foi adiada para o mesmo período a exigência do aumento da placa das motos novas ou das que forem transferidas de município. O texto prevê que a altura das placas passe de 13,6 cm para 17 cm, e o comprimento de 18,7 cm para 20 cm. O objetivo, em ambos os casos, é melhorar a fiscalização. Atualmente as películas refletivas são facultativas para os veículos e obrigatórias para as motos.
VW Black Gol: o “lado negro” comedido
Aceleramos a série de 800 unidades que tem apelo de imagem, mas peca na mecânica

Black Gol terá 800 unidades e aposta numa imagem esportiva, embora seja equipado com o motor 1.0 flex
Mas o modelo, que custa a partir de R$ 34.320, foi criado sobre a versão básica, equipada com o velho motor 1.0 8V flex. É uma forma de manter viva a atenção sobre o hatch, que no primeiro semestre de 2012 deve passar por uma reestilização. O modelo mais vendido do país vai ganhar visual dianteiro parecido com o do Fox.

Destaque da série limitada são as rodas de liga leve aro 14 pintadas na cor grafite; lanternas são escurecidas
Mas será o Black Gol quente ao volante? Quando uma das 800 unidades limitadas da série chegou à garagem deAutoesporte, essa pergunta me veio à cabeça. Mas a verdade é que eu já sabia a resposta: não. O motor 1.0 flex e seus 72/76 cv de potência (gasolina/álcool) aos 5.250 rpm não seriam suficientes para muita diversão. Tampouco o torque (9,7 e 10,6 kgfm, respectivamente), liberado sempre aos 3.850 giros.

Faróis de neblina são de série, assim como os adesivos da versão, mas faltaram as máscaras negras nos faróis
Mesmo sabendo que o Black Gol não teria tanto apetite, entrei na cabine curioso. Isso porque o acabamento preto, especialmente no teto, costuma mudar as sensações a bordo. E não deu outra: apesar de simplista, oBlack Gol transmite impressão de maior requinte. Os detalhes prateados no painel e o cluster de luz no teto também reforçam esse “feeling”.
Da mesma forma, os bancos também chamam a atenção, com tecido estilizado e a inscrição Black Gol bordada nos encostos. As espumas são muito duras, e os assentos, estreitos, apesar dos apoios laterais eficientes. Tudo ia muito bem, não fosse um detalhe crucial (que confirmou a falta de um motor mais potente). Lá estava o volante nada ergonômico e insosso do Gol de entrada, uma peça contraditória.

O painel é o mesmo dos outros Gol, mas o teto é preto e os bancos têm tecidos estilizados com o nome BlackGol

Instrumentos são legíveis e atraentes
Palmas ao equilíbrio e ao consumo
Como toda série especial, o Black Gol vem de fábrica com alguns equipamentos considerados essenciais hoje em dia. Um deles é a direção hidráulica, outro o sistema de som com Bluetooth e entradas USB e cartão SD – para encarar os quase 1.000 km entre ida e volta, eu precisava de boa música! Outro item interessante é a chave do tipo canivete – pena a abertura elétrica da tampa do porta-malas só poder ser feita a partir dela.

Painel tem detalhes metalizados, bancos exibem o nome e o câmbio manual de cinco marchas tem engates precisos
O problema é que o motor não acompanha essa capacidade e nossos números confirmam. Para arrancar de zero a 100 km/h, foram necessários 17,2 segundos, e para retomar de 60 a 100 km/h, longos 16 segundos (4ª marcha). Outra referência é a máxima de 152,2 km/h. Diante dos resultados, o consumo é um alento que se converte na principal qualidade do Black Gol: média combinada de 12,1 km/l (etanol, entre cidade e estrada).

Apesar do visual sugestivo, o Black Gol não oferece um bom desempenho; zero a 100 km/h leva 17,2 segundos

Porta-malas razoável comporta 285 litros
Confesso que, se não tivesse pisado tão fundo no pedal do acelerador, eu provavelmente teria “queimado” somente um tanque (meio para ir, meio para voltar). Mas a estrada estava vazia, e o rock’n’roll de elevado nível que saía dos alto-falantes me estimulava a abusar um pouco mais do carrinho. Quando cheguei, estava satisfeito (ainda que os bancos muito duros tivessem maltratado bastante minha coluna cervical!).
No fim, o Black Gol se mostrou um carro surpreendente, preciso nos movimentos do volante, no equilíbrio em curvas e retas e no acabamento escuro. Contudo, fui pego de surpresa no “último ato”. Liguei para a Volkswagenpara saber dos preços e, da forma como chegou (com ar-condicionado, ajustes de altura e profundidade do volante, sensor de estacionamento, airbags frontais e freios com ABS), seu preço vai a salgados R$ 42.640.

Motor 1.0 8V flex não oferece arrojo, mas consumo foi ótimo, com média combinada de 12,1 km/l
A montadora explica que, na verdade, as unidades à venda nas lojas não são tão bem equipadas – com tudo que é possível instalar, como na unidade em testes. Os próprios concessionários encomendam um pacote mais básico (com ar e os ajustes do volante). Assim, a série custa próxima de R$ 37 mil. Só que o Black Gol é equipado com o motor 1.0. E, dessa forma, toda a “aura” sugestivamente esportiva fica apenas na imagem.

Moral da história: o Black Gol é um carro de imagem sem uma mecânica forte e com preço um tanto salgado, mas que oferece um requinte a mais a bordo e um consumo interessante no dia-a-dia na cidade
fonte:http://revistaautoesporte.globo.com
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